Coraline era uma menina muito curiosa que adorava desafios, estudava
no colégio fundamental e tinha poucos amigos, porque a maioria dos alunos a
achava esquisita demais.
Todos os dias enquanto ela voltava sozinha do colégio
passava em frente a um terreno estranhamente abandonado, até que um dia ela
resolveu adentrar o local e percebeu que era muito mais curioso do que ela
imaginava. Passando por arbustos e muito mato ela foi indo até o fim, chegando
lá; ela encontra um imóvel que dava em
outra quadra e era algo realmente grande.
- O que é isso?! Eu jamais percebi isso por aqui. – Disse Cora.
Rodou, rodou ao redor até encontrar uma pequena porta.. Que
aparentemente não parecia ser porta de um imóvel tão grande daquele patamar.
Então entrou e foi andando de maneira que aquilo parecia cada vez maior. Existiam
alas; espaços com pessoas paralisadas nas máquinas de trabalho; petrificadas ali. Alas que mais parecia de uma
fábrica antiga onde pessoas trabalhavam em seus postos até esgotarem toda sua
energia, pois algo parecia ter tirado a alma daquela gente pálida.
Cora andou até se cansar, sem entender o porquê de tanta
gente estranha naquela situação, depois de andar por mais de 4 horas chegou ao
fundo do “galpão” e percebeu que havia uma enorme porta branca não vista na
primeira vez. Chegando até a porta ela era uma espécie de holograma de porta,
porém era um portal, lilás transparente com uns cristais brancos e lilás. Não
aguentando a curiosidade atravessou – o. E de repente ela sente uma sensação
que invade ela e quando ela olha pra trás, vê muitas, muitas pessoas tentando
vir para o mesmo portal.. Foi assim que Coraline saiu correndo com medo da
reação das tais pessoas.
Havia uma descida gigante à sua frente neste momento, com
duas vias; ambas com muita grama, árvores e possivelmente uma trilha bem
agradável.
Sentia que, era necessário ela perguntar às pessoas sem
carácter (NPC’s) a razão de ela estar ali. Foi quando encontrou vários Npc’s
menores que o tamanho dela, magrelos que mais pareciam pedaços de madeira
parados por toda extensão da descida, usavam chapéu e tinham a aparência medonha
chinesa, era preciso abaixar – se para ter uma comunicação com estes personagens.
Parava; perguntava. E não conseguia entender qual seria o motivo de ela ter
sido enviada a aquele local, o mundo paralelo. Ela ouvia vozes das pessoas
comuns da onde ela morava. Como se ecoasse sobre o céu. Era algo assustador,
pois não existia comunicação com o seu mundo externo.
Chegando ao fim da descida ela percebe uma grande curva à
esquerda e avista um novo portal que sem perceber já estava quase sob sua
cabeça... Assustada Cora começa a gritar, quando vê que o portal parecia uma
grande boca de tornado feito de névoa negra com água furiosa suja.. cheia de
pedras escuras e coisas horrendas girando sem parar, aquilo era como uma parede
de tão imenso. O portal foi virando e engolindo aos poucos aquele mundo comendo
de vagar toda a estrutura do local, enquanto Coraline corria para fugir aquele
fim inevitável, era então a destruição total do mundo paralelo e ela estava na
hora errada no lugar mais errado naquele dia.
As pessoas da “fábrica” estavam apenas esperando pelo fim,
para que a alma delas pudesse descansar naquela terra, foram acordadas pela
presença de alguém com coração puro como Coraline, uma pobre criança sonhadora
e muito curiosa, que também teve seu fim por entrar num mundo que não era dela,
desta vez. Podiam-se enxergar pessoas estavam sendo arremessadas pelo vento do
tufão, outras se jogando e apenas aceitando o fim, lá de cima pudera ver as
árvores lindas sendo engolidas pela desgraça e o mundo todo paralelo se
destruiu.

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