segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Nem sempre a curiosidade é uma coisa boa.




Era uma vez uma menina que se chamava Mia, uma menina cheia de medos e curiosidades, com poucos e fiéis amigos.
Certo dia Mia decidiu ir a procura de uma carta que entregaram erroneamente em sua humilde residência quando ela nasceu, pois já haviam se passado 23  anos em que o carteiro entregou, então ela decidiu ir atrás do lugar e tentar descobrir o porque o carteiro não conseguira entregar aquela carta no local correto.
Neste dia ela acordou cedo, colocou sua roupa de frio, pegou guarda chuva e pôs – se a ir atrás do tão curioso lugar. Foi então que tudo começou, Mia pegou vários ônibus para chegar até o tal local, que por sua vez era próximo a casa de sua avó Geneviv.
Mia andou por todo o quarteirão até que encontrou Bruno, um amigo de infância e Bruno perguntou: “O que vieste fazer aqui Mia?” Vim atrás de resolver uma missão – disse a garota.
Mas como assim missão, me explica isso melhor Mia, pelo visto você não mudou nada, sempre atrás de descobrir as coisas não?! – Disse Bruno.
Andaram e andaram até que chegaram na rua onde a estimativa era de 100%, visto que os números das residências eram 70, 80 e 90 e o que Mia precisava encontrar era o número 100.
Encontravam todos, menos o número 100. E porque não existe o número 100; perguntou Mia.
E logo apareceu uma velhinha na rua e perguntou o que eles estavam procurando, quando Mia disse o que era, logo a velhinha informou a eles: O número 100 é ali, último prédio da rua.
Ali fora um Hospital de Tratamento Mental Intensivo Infantil.
Assustada Mia pede a Bruno dirigir até o local, chegando lá era todo de vidro, como se fosse um prédio criado através de enormes janelas; e o curioso: Todas as janelas tinham panos na cor marrom que tampavam de modo que ninguém pudesse olhar lá dentro.
Foi então que Bruno foi até onde provavelmente seria a porta e ficou chamando, logo ninguém atendeu, e Mia estava no carro assustada com o que pudesse ocorrer, quando ela ficou olhando para o prédio, der repente em uma das janelas o tecido se move, e Mia relutando para não olhar, não conseguiu evitar e então um rosto de uma menina-moça, apareceu, ela estava com uma roupa rosa antigo como se fosse um vestido, porém roupa de internação.
Mia ficou desesperada, pois o rosto ficou fazendo caras estranhas, tentando dizer algo; imaginou.
“Bruuuuno, corre, sai logo daí” – Disse Mia.
Quando Bruno chegou no carro e ela explicou o que viu, ele ficou apavorado e decidiu então que eles precisariam ir atrás de alguém que pudesse ajudar melhor a eles, dirigiram até um outro bairro em que morava uma senhora que era conhecida como a louca dos espíritos.
Levou ela até o local e não conseguiram entrar, tiveram então que quebrar alguns vidros e simplesmente o ambiente era deplorável, de meter medo a qualquer um.
Sim, estava tudo vazio.
Mas então de onde aparecera a menina do vestido rosa antigo?
E então a senhora explicou a eles que ali fora um Hospital onde muitas crianças sofreram pois na época não existiu tratamento suficiente para tamanha onda de doenças de um determinado ano, e muitas delas morreram fazendo o tratamento intensivo e sofrendo muito.
“Algumas ainda estão ali, as boas e as más” – Disse a senhora.
Foi quando Bruno perguntou: “Cadê a Mia?”
E não perceberam que ela não estava mais ali, escutaram um grito: “Socooorro!”
E então tentaram correr a fim de que encontrassem a garota, mas o prédio era realmente imenso e não sabia quais escadas pegar, quanto mais Bruno de aprofundava mais ficava aterrorizado com o local, com os apetrechos médicos que ele encontrava antigos em que ele não conseguia imaginar sendo usado em humanos de tão terríveis.
Correram por todos os lados, a senhora estava ajudando e quando conseguiram encontra – la, era quase tarde demais; Mia estava sendo presa por uma alma de uma criança má, que estava cheia de ferros nas suas pernas e cabeça, ela não queria soltar mais.
A senhora tentou o contato, mas tudo começou desmoronar e a alma da menina má disse que precisava de companhia e que não ia soltar a Mia e que ela não pertencia mais ao mundo dos humanos.
Foi então que chegou Bruno após ter ido até a casa da avó de Mia pedir um pouco de água benta. Chegou jogando por todo o ambiente escuro e fétido.
Mia, caiu no chão totalmente desfigurada e a menina se transformou na sua real forma, sim um demônio horripilante que estava querendo se apropriar de almas.
Bruno pegou ela no colo e saíram correndo de lá, enquanto tudo desabava eles ouviam barulhos de ferros se contorcendo era o som mais medonho que eles ouviram em toda a vida.
Mia estava a salva, e voltando ao normal de pouco em pouco, sem entender o que acontecera
Acordou e perguntou desesperada: “E a carta?”
Bruno respondeu: Está entregue, fique tranquila.

E até hoje a garota curiosa não soube o que estava escrito naquela carta.


By: Cherry C.